O advogado de Chicago John Drews sempre teve um orçamento generoso para gastos pessoais, incluindo scotch, chocolates, restaurantes e resorts de praia. No entanto, desde que começou a usar um medicamento para emagrecimento em maio de 2022, sua vida financeira e hábitos de consumo mudaram radicalmente.
Após perder 100 quilos em dois anos, Drews afirma que seus gastos anuais diminuíram em mais de US$ 100 mil, já que ele deixou de consumir muitos dos produtos e serviços que antes faziam parte do seu dia a dia.
Esse impacto individual reflete uma tendência mais ampla nos EUA, onde cerca de 16 milhões de adultos – 6% da população – estão utilizando remédios como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound. Segundo o economista Jan Hatzius, da Goldman Sachs, se 60 milhões de pessoas estiverem usando essas medicações até 2028, o PIB americano pode crescer 1%, um impacto econômico de trilhões de dólares.
Além da redução no consumo de alimentos, estudos indicam efeitos em diversos setores. Pesquisas da Cornell University e da empresa Numerator mostram que usuários desses medicamentos estão gastando menos em cafeterias e redes de fast-food.
A consultoria PricewaterhouseCoopers destaca que, ao mesmo tempo em que setores como a alimentação perdem demanda, outras indústrias, como moda fitness e academias, podem se beneficiar dessa revolução no comportamento dos consumidores.
*Com The Washington Post











